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Em Maio deste ano, tive a honra de participar de uma Palestra com o mestre Mario Sergio Cortella, momento em que ele discorreu sobre o papel da família na vida da criança. Em seguida – apaixonada pelo assunto abordado – corri para a livraria que estava próxima e que ele faria um momento de autógrafos do seu novo (na época) livro: “FAMÍLIA – Urgências e Turbulências”.

Mas o que eu quero contar com isso tudo? Precisamos conversar sobre o ELOGIO. Tão escasso em algumas famílias e tão exagerado em outras. Já ouvi pais dizerem: sempre que meu filho faz algo bom eu elogio. Outros dizem: Não elogio não, ele está fazendo o que é de sua obrigação.
O que é importante destacar nessas duas realidades?

Primeiro, precisamos entender que o elogio precisa ser sincero! Qual o sentimento que temos quando toda hora uma pessoa nos chama de linda (o)? Tá exagerando! Porque dificilmente estaremos lindos sempre não é mesmo? Ora estamos agradáveis, ora razoáveis, ora incrivelmente bonitos, e às vezes bem cansados (kkkk). Acontece que a pessoa perde o “crédito” quando deposita em excesso o elogio. “Certa parcimônia no elogio é bem-vinda para que ele não se transforme em exagero”. CORTELLA.

Entendido isso, vamos refletir: Elogiar? Quando? Como?

Cortella em seu livro, diz: “… é preciso contribuir para que a criança cultive a autoestima. Mas o excesso de autoestima conduz a algo muito perigoso, que é a frustração quando se tem uma perda, uma queda, uma expectativa não atendida”.

A prática do elogio deve existir em nossas relações, pois isso fortalece pontos que merecem ser destacados, evidenciando algo bom que aconteceu – saudável para qualquer tipo de ralação.

Sendo assim, a sua ausência de forma implacável no sentido de “Não elogio não, ele está fazendo o que é de sua obrigação” é um equívoco. Da criança ao adulto, temos nossas obrigações. E pelo cumprimento delas, de fato não precisamos de elogios, pois é dever de cada um.

Mas quando vamos além do nosso território e obrigação, quando há uma superação de dificuldade, ou um desafio cumprido, por exemplo, aí sim cabe um elogio, sincero e justo.

Diante disso voltemos a pergunta: Devo elogiar? Sim! Isso contribui para a autoestima da criança, gera o sentimento de reconhecimento por parte dos pais, e fortalece o desejo de continuar nesse caminho.

Por outro lado, temos o exagero em algumas situações, o que não é bom. Aquele dito: “quanto mais melhor” não cabe nesse contexto pois como já falamos, o elogio precisa ser pontual, justo e sincero. Muitos pais hoje tentam suprir sua ausência de diversas maneiras, inclusive elogiando demasiadamente, como forma de compensação.

Como devemos agir então? Entender que a ausência é “curada” com a presença, com momentos juntos, abraços, e ajuda mútua.

E ainda, que elogiar a todo o momento gera uma super autoestima fazendo a criança a se perceber como super poderosa, acima de todos e incapaz de errar. Vejo isso todos os dias! E eu só posso concordar com o Cortella, no texto acima citado, pois é bem isso mesmo. A expectativa que ela cria de si é tão grande, que quando se percebe incapaz de fazer algo, ou que alguém faz melhor que ela, ou ainda, que precisa mudar de opinião por exemplo, a criança e futuramente o adulto não compreende e não aceita. Passando a viver outro grande conflito: de autoconhecimento e realização.

Precisamos entender de forma geral que a criança assim como os adultos precisa ser reconhecida em seus esforços e superações, mas, sobretudo precisa ser tratada com justiça e cautela. Afinal, estamos participando de seu desenvolvimento e construção de sua vida.

Fabiana Soares Duarte  – Mãe do Heitor, administradora, especialista em gestão escolar, educadora – atuando há 14 anos com educação, artesã por paixão, adepta por convicção a teoria sócio-construtivista, estudiosa e curiosa na arte da maternagem e seu último desafio foi aprender o sistema Braille.

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