No Banner to display

Super fantástico amigo, que bom esta contigo no nosso balão” – me perdoem leitores que nasceram depois de 1989, mas agora o papo é com a turminha dos anos 80… Convido vocês a fazerem uma viagem no tempo e participar de um post gastronômico embalado por hits dos anos 80, quando a gente era criança, inocente, e nas festinhas de aniversário tinha sodinha (todas abertas, sem gás, com os canudos dentro da garrafa, em cima da mesa), torta de sardinha e doce de gelatina!…

Festa de aniversário nos anos 80 de Bia, menina loira, seus pais e amigas.

Eram tempos em que a gente jogava bets na rua até tarde, na chuva sentava na enxurrada e vivia ralado de tanto subir em árvore… (Estou me perguntando nesse exato momento se as crianças de hoje sabem subir em árvores…)
Enfim, vamos pra festa porque está tocando “como uma deusaaaaaaaa você me mantémmmm” então as portas da sala estão abertas e as cadeiras, encostadas nas paredes… Sobre a mesa, as sodinhas (abertas desde as 2 da tarde – a festa começou as 4) que já falamos, mas a gente tomava mesmo assim…
sala onde os amigos e pais cantam parabéns para Bia.
Tem bolo também, aquele gelado, embrulhadinho no papel alumínio, com bastante côco ralado – ficavam numa caixa de isopor em formato de bolo,decoravam o tampo com o tema.
Dentro ia o bolo já cortado em cubinhos, reinava o tal do bolo gelado! Nas festas das mães mais caprichosas (é, naquele tempo as mães, tias e avós se juntavam e faziam tudinho! Não tinha dessa de encomendar bolo, salgadinho, que nada… Nem tinha essas lojas de festas… Quando muito encomendava uns cigarretes mas a torta de sardinha era de lei!!!) tinha ainda os canudinhos recheados com salada de batata e maionese, ou as barquetes de maionese (que eu AMOOOOO) e sanduichinhos de pepino… Cachorro quente com molho, daquele que ficam no panelão e os pãezinhos cortados ao lado, cascata de balas de coco embrulhada em papel colorido e palhaços em isopor completavam o kit 80’s party!
Bia, menina loira corta seu bolo (estilizado com a bandeira do Brasil) de aniversário de 5 anos.
Me lembro de muitassss festas de casamentos em que fomos e tivemos de levar talher (que a mãe, pra não correr o risco de perder, passava esmalte vermelho na parte de trás) e era a coisa mais normal do mundo – casamento de gente rica, e a gente levava o talher enroladinho num guardanapo! Nessas festas mais phynas tinha a biriba – ou sacanagem – um espetinho com picles, presunto ou salsicha, queijo amarelo e azeitona, que vinha num palitinho de dentes espetado num repolho forrado com papel alumínio… Era chique de doer!!! E se tinha brinde, era feito com guaraná champagne!!! Mas numa festa de 15 anos bonito mesmo era ter ponche!!!
Tinha também os casórios mais simples, em que a gente entrava na fila pra pegar um pedaço de carne de churrasco, que estava acondicionada num isopor forrado com papel alumínio… Na radiola bombava “Total Eclipse of the Heart”!
Voltando pras festinhas de dentro de casa, além do bolo gelado e da torta de sardinha, nas festas de Natal e Ano Novo tinha que ter aquele doce de gelatina colorida (três cores de gelatina com um creme branco…) e a clássica decoração dos pratos salgados com aquela “flor” de casca de tomate…
Nos quintais, as brincadeira eram de roda, enquanto os adultos conversavam nas cadeiras de varanda, aquelas de tubo de plástico colorido, que grudam nas costas!
seis meninas brincam de ciranda
A essas horas, já estava tarde e a gente estava correndo pela rua, quase não passava carro nem tinha os perigos de hoje em dia, e a gente ficava zanzando de lá pra cá… As mães gritavam lá de dentro: ENTRAAAAAAAAAAA e a gente entrava rapidinho! Tomava banho, dava aquela olhada nos presentes que ficavam todos em cima da cama, pros amiguinhos verem, e na maior parte dos casos se resumia à calcinhas (que a vó e as tias davam), camisetas, quebra-cabeças e lego, e alguns brinquedos de plástico, daqueles de mercado…
E enquanto a gente vivia sem preocupação, a não ser com qual cor pintar os desenhos, no programa do Chacrinha meninos da nossa idade levavam às meninas ao delírio enquanto cantavam e dançavam “não se reprima, não se reprima, pooooode gritar!”…
.
.
.
.
.
Ficou com vontade dessas delícias do passado? Tá tudo aqui, ó:
E fala que não era gostoso???? Baita saudade!!!!
Bia Wielewicki Meyer
  1. marcia maciel disse:

    Ola, boa tarde! adorei seus comentarios….vi a minha infancia toooodinha relatada nas suas palavras! sucesso pra vc, achei de muito bom gosto…postar aqui a nossa realidade. Nao aquela que aparenta que foi educada e criada em conservatorio de musica e qdo adolecente foi estudar no exterior…kkk…que na maioria das vezes eh tudo uma mentira….adorei sua personalidade. Bjs e tudo de otimo pra vc. Gosto de pessoas originais e ficou muito chik,de muito bom gosto…..ate mais.

  2. fer disse:

    Vixi tudidibom sempre!!!!!!!!!

  3. Karina Fainer disse:

    De verdade fiquei arrepiada e me emocionei, vivi exatamente tudo que vc citou, era tão bom, tinha cheiro bom, que saudade dos meus primos, do bolo gelado e das sodinhas com canudinho, ai que delicia dublar Rosana kkk, bjos .

  4. Alininha disse:

    “Vamos voar novamente cantar alegremente mais uma canção”
    Caraca Bia,acabei de lembrar de tanta coisa da minha infância, realmente bateu uma BAITA saudade mesmo.
    Só posso dizer feliz daquele que viveu a infância e junventude dos anos 80.
    Adorei o post.
    Beijo

  5. Luisa disse:

    Não sou dos anos 80, mas sinto falta de aniversários preparados pela mãe, quando a gente ia ajudar a enrolar brigadeiro e mais comia do que ajudava!

  6. Paula Marques Meyer disse:

    E a tubaína??? que arraso!

Link me

Copyright © 2020 Michelle Bueno