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Em tempos de “baleia azul”, “baleia rosa”, “macaco roxo” e similares, acredito que este é um seriado que vem a calhar. Confesso, me joguei devido aos comentários que vi nas redes sociais e, curiosa como só Michelle pode ser, logo iniciei o mergulho sem volta que é “13 Reasons Why”.

A sinopse diz o seguinte: “Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker ─ uma colega de classe e antiga paquera – , que cometeu suicídio há duas semanas. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.”

Netflix - 13 reasons why

A série aborda, a temática adolescente de conflitos pessoais, bulling na escola, violência contra a mulher, omissão da presença dos pais, sempre repletos de ocupações, porém, desviando-se do que, para mim é um dos valores mais importantes de todos, a família.

Além da qualidade da série, tenho que ressaltar que noto no Netflix a vontade de identificar-se com todo tipo de público, causando impacto no expectador a cada revelação. Com a quantidade de adeptos dessa galera, quando um produto como esse é lançado, imediatamente as redes sociais são tomadas, positiva ou negativamente para propagar o conteúdo, ainda me impressiono com a rapidez na transmissão da informação.

Netflix - 13 reasons why

Falar sobre suicídio é sempre um tabu, eu já conheci pessoas que tiraram a própria vida e convenhamos, as vezes nos parece quase que IN-CRÍVEL que alguém seja capaz de algo deste tipo.

A história é abordada pela ótica de Clay, o ex-paquerinha de Hanna, os 13 motivos, referem-se a 13 pessoas, que contribuíram para que ela tivesse convicção de que tirar a própria vida, seria a melhor saída para lidar com seus conflitos. A narrativa da série – que tinha como escopo ser um filme inicialmente – é em primeira pessoa, assim como os comentários, ações e pensamentos de Clay são intercalados à voz de Hannah nas fitas.

Ela narra como se sentia, as atitudes das pessoas que lhe magoaram e aponta vários “culpados” para sua morte. Infelizmente, não há muita análise sobre as atitudes de Hanna, o que me entristece um pouco, já que o foco recai na busca por culpados para o suicídio da jovem.

Cada lado da fita K-7 diz respeito a uma das pessoas responsáveis, que devem ouvir as fitas até o fim, e passar em ordem para o próximo. O exagero existe, já que a série é um produto de ficção, mas garanto que não há nada que comprometa a essência da mensagem.

O tema da série é denso, porém, devorei cada capitulo e aproveitei as idas e vindas do sentimento adolescente, com o qual invariavelmente você acabará se identificando com as problemáticas enfrentadas pela protagonista.

Me senti ansiosa pelos próximos episódios, num misto de curiosidade e agonia em pensar/sentir o que estava por vir. Confidencio a vocês que me identifiquei com os dilemas experienciados pela adolescente já que fui vítima de bullying no ensino médio e sou prova, do quão mal os adolescentes podem ser, quando você não se encaixa no “clube” deles.

Acredito que a série atingiu ao seu objetivo e também para a problemática do suicídio na adolescência, que será tema para outro post.

Você já assistiu à serie? Leu o livro? Conte nos comentários o que achou.

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