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Dar banho, trocar fraldas, administrar birras, impor limites e educar são temas muito debatidos pelas mães na internet, que tem uma rede consolidada de apoio e troca de experiências, quando se trata de filhos. Recentemente recebi o contato querido do “Pai que Cria” para o lançamento do seu portal que tem como escopo mostrar que os pais podem e DEVEM ter seu papel respeitado e merecem muito mais do que amor, mas consideração como figura que participa ativamente da vida dos filhos.

Pai que Cria - Cuiaba - Rafael Milon - Publicitario - Michelle Bueno

Com o objetivo de incentivar a participação dos pais na rotina e criação dos filhos, Rafael Milon, pai de duas meninas, elaborou o projeto do site para mostrar que “pai não ajuda”, pai cria. Ele pretende, ainda, ministrar cursos para pais de primeira viagem e realizar rodas de conversas gratuitas com pais. O publicitário possui além do site, um instagram, onde compartilha experiencias relacionadas a educação positiva e paternidade consciente.

Pai que Cria - Cuiaba - Rafael Milon - Publicitario - Michelle Bueno

Nas sábias palavras de Milon, ele revela sua motivação para o projeto “Pai que Cria”: Sempre me incomodou ouvir a expressão “eu ajudo” a minha esposa. Me incomoda mais ainda ouvir mães falando “meu marido não ajuda” ou “meu marido ajuda”. Isso causava uma inquietude, porque, na minha cabeça, pai não tem mesmo que ajudar, tem que tomar pra si a responsabilidade de criar o filho que colocou no mundo.

Talvez isso seja tão óbvio para mim, por conta da minha história de vida, mas eu não concebo e não entendo, como que alguns pais não participam da vida dos seus filhos, já que é tão maravilhoso e gratificante estar com eles. Não estou aqui para julgar ninguém, como eu falei somos frutos de nossas vivências, mas eu, Rafael, não conseguiria ser diferente. Penso que os pais que não o fazem, estão perdendo uma ótima oportunidade de descobrir a alegria dos pequenos momentos. Perdem ainda, a chance de participar ativamente do desenvolvimento da criança, ocupando o lugar referente a ele, que é diferente do papel da mãe no desenvolvimento psicológico e social do filho. (mais…)

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29

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Bropriating

O feminismo vem cunhando inúmeros verbetes a serem adaptados ao vocabulário. Alguns deles explicam situações corriqueiras do dia a dia, que só é possível compreender com ocorrências vivenciadas.

Para o Ser Humano, que, em regra, vive em mundo egoísta, a dor forte se sente quando acontece bem próxima. As discriminações, primordialmente, do gênero feminino, recebem valor quando mulheres da família ou amigas próximas são vítimas. Em reuniões de trabalho, não raras vezes, é perceptível que a voz dada ao gênero feminino não possui o mesmo peso do masculino. Antigamente assistia-se a tudo isso pacificamente. Entretanto, como as mulheres se mostraram com a mesma competência e capacidade atribuída outrora apenas a homens, os preconceitos são vistos com maior facilidade.

Bropriating é um neologismo da língua inglesa, formado pela junção de “bro”, advindo de “brother”, com “propriating”, da palavra “appropriating”. Logo, acontece quando alguém se apropria de ideia alheia, e, dela faz uso. Geralmente essa “apropriação indevida” vem precedida de uma interrupção da voz feminina, fazendo com ela não seja ouvida, para posteriormente, consumir da opinião.

Os espaços de poder, apesar do trabalho incansável feminista, são de dominação masculina. Então, mesmo que a mulher atue com primazia e conhecimento qualificado sobre determinado assunto, as opiniões dos homens ainda chegam com maior frequência aos ouvidos. Dantes, a palavra intelectual era totalmente masculinizada. Poucas mulheres conseguiam esse reconhecimento. A massa ainda assim entende.

Ser ouvido ou ouvida, bem como, ter ideias consideradas, é primordial para a carreira de qualquer pessoa. Juízos tirados podem estagnar a profissional. Inclusive, a conhecida “Síndrome do Impostor” pode fazer com que doenças apareçam, dando lugar à insegurança. (mais…)

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Desde que moro em São Paulo, faço parte do MULHERES DO BRASIL que une 19 mil mulheres ao redor do mundo com o objetivo de discutir temas ligados ao país. O grupo liderado por Luiza Helena Trajano – presidente do Conselho do Magazine Luiza, é composto por mulheres de vários segmentos que têm, em comum, o propósito de serem protagonistas na construção de um país melhor.

Eleição 2018 - São Paulo - Debate - presidente da república - flavia chaves - michelle bueno

Tive a honra de ser convidada para participar de um encontro, promovido pelo grupo, com os presidenciáveis no dia 16 de agosto e aceitei na mesma hora por 2 motivos: o primeiro, é que entendo que estar presente frente a frente com as pessoas que pretendem governar nosso país é uma experiência fantástica, já que para fazer a escolha do meu candidato acredito que devo estar por dentro das propostas e pensamentos dessas pessoas e segundo, por que a próxima eleição será a primeira em que 30% do fundo partidário será usado em candidaturas femininas. São 67 candidatas à Vice-Governadoras e 4 à Vice-Presidentes.

No encontro estavam presentes 7 dos 13 candidatos à Presidência da República.

Ouvi atentamente cada uma das propostas dos candidatos que falaram e responderam perguntas sobre o papel da mulher, educação, saúde, igualdade racial, violência, economia e emprego.

Confesso que me assustei com algumas opiniões um tanto radicais. O assombro se deu, deixando claro que não sou especialista em política muito menos defendo partido “A” ou “B”, mas porque acredito que a atual situação do País é bastante crítica e que nada vai ser resolvido com radicalismos. Precisamos entender, que a chave para transformação e recuperação é a união de forças, pensamentos e que opiniões diferentes são saudáveis e precisam ser discutidas visando sempre o bem-estar do coletivo, mas conscientes que nenhum dos candidatos vai agradar sempre a todos os brasileiros. Não se trata de favorecer um grupo específico ou uma classe e sim de entender que é preciso favorecer a nação e não as individualidades. O que o Brasil mais precisa neste momento, que com certeza é o bem mais precioso que o eleito deve oferecer, é a inteligência. (mais…)

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